Owen Pallett (ex-Final Fantasy) vai estar no Maria Matos a 10 e 11 de Março e traz no bolso o seu álbum Heartland, o último depois de um interessante He Poos Clouds. Se todo o artista injustiçado que se vê obrigado a mudar de nome de palco perante a ameaça de ser processado merece a nossa compaixão, a música de Owen Pallett merece todo o público do mundo. E que o digam os seus amigos Arcade Fire que o encarregaram dos arranjos de cordas em Funeral.
A não perder, tal como o grande vídeo que aqui se cola. Não há chuva que amedronte este homem nem roadie que o arraste do palco e o resultado é o que se vê: um lindo plano entre chuviscos aos 4'12, um homem e um violino numa bátega de água e a insistência de quem, apesar da molha, só se pira depois de ter dado ao público o que ele quer: «Let me finish this song! Just one more minute.» Way to go, Owen!
sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
Um violino à chuva
I need a day off!
Hoje tive um flashback à Ferris Bueller. Voltei a uma sala de aula do secundário e só me apetecia atirar papelinhos a quem me rodeava, aquecer um termómetro perto de um candeeiro, dizer que me esqueci completamente que o meu transplante de rim estava marcado para dali a meia hora e baldar-me ao som de Love Missile F1-11 que toca algures num quarto teen da minha mente. Porque, quando se vai a uma entrevista em que nos obrigam a escrever cartas, fazer testes psicotécnicos e rever provas tipográficas com sinalética própria, eis o que não se espera:
a) ouvir alguém perguntar se é para respeitar as normas do novo acordo ortográfico (mais vale estar calado, ignorar a parvoeira geral enquanto se tem safa e alegar um completo desconhecimento);
b) ouvir o seguinte desabafo em voz alta «Eu sei lá o que é que hei-de responder na 3.1.» (o que me parece ser o mesmo que pedir ao tipo cujo carro acabámos de espatifar e que é nosso adversário na grande corrida diária para chegar a horas ao trabalho que nos ajude a preencher a declaração amigável);
c) ver que alguém está descaradamente a copiar-nos o teste de revisão tipográfica e que é imune aos 456 olhares de lado que lhe lançamos. Da próxima vez desenho um lindo jogo da forca no final da linha, uma pequena suástica - uma sinalefa que é da praxe para todos os revisores de texto - à direita do texto ou um singelo jogo do galo e um quadrado de batalha naval.
a) ouvir alguém perguntar se é para respeitar as normas do novo acordo ortográfico (mais vale estar calado, ignorar a parvoeira geral enquanto se tem safa e alegar um completo desconhecimento);
b) ouvir o seguinte desabafo em voz alta «Eu sei lá o que é que hei-de responder na 3.1.» (o que me parece ser o mesmo que pedir ao tipo cujo carro acabámos de espatifar e que é nosso adversário na grande corrida diária para chegar a horas ao trabalho que nos ajude a preencher a declaração amigável);
c) ver que alguém está descaradamente a copiar-nos o teste de revisão tipográfica e que é imune aos 456 olhares de lado que lhe lançamos. Da próxima vez desenho um lindo jogo da forca no final da linha, uma pequena suástica - uma sinalefa que é da praxe para todos os revisores de texto - à direita do texto ou um singelo jogo do galo e um quadrado de batalha naval.
A roer as unhas



Depois do pequeno milagre que é Les Triplettes de Belleville, Sylvain Chomet ressuscita Jacques Tati. E, a avaliar pelo excelente aspecto do que já circula pela net, mal podemos esperar por L'Illusionniste. Mais imagens aqui.
quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010
Boas razões para não actualizar um blogue há que séculos...
domingo, 10 de Janeiro de 2010
The horror... The horror....
Olá, caros clientes deste estaminé. Sou a dona da lavandaria. Passei a tarde inteira a ouvir em repeat o álbum dos XX, os jovens londrinos que gravaram um dos melhores álbuns de estreia de 2009. Não o ouvia desde ontem. Tenho medo de perder os meus amigos que já olham para mim de lado quando lhes digo pela 21.ª vez que tive de ir abrir a porta ao senhor da Telepizza ou que estou afónica e por isso não pude atender o telefone.
Custa-me carregar no «pause» do leitor e pensar em clicar no «stop» dá-me convulsões e faz-me espumar da boca. Acho que desenvolvi um ligeiro tique nervoso no olho. E ontem sonhei que me tinham roubado o CD e acordei com uma faca de mato na mão e a berrar «The horror... The horror!». E agora que sei que o concerto de 25 de Maio na Aula Magna já esgotou, venho saber se o caso é grave e quanto tempo tenho de vida antes de morrer de desgosto. Agradecem-se respostas, conselhos para ultrapassar o vício e dois bilhetes nas doutorais.
Custa-me carregar no «pause» do leitor e pensar em clicar no «stop» dá-me convulsões e faz-me espumar da boca. Acho que desenvolvi um ligeiro tique nervoso no olho. E ontem sonhei que me tinham roubado o CD e acordei com uma faca de mato na mão e a berrar «The horror... The horror!». E agora que sei que o concerto de 25 de Maio na Aula Magna já esgotou, venho saber se o caso é grave e quanto tempo tenho de vida antes de morrer de desgosto. Agradecem-se respostas, conselhos para ultrapassar o vício e dois bilhetes nas doutorais.
O estranho caso das deliciosas sandes
Fez dia 5 dois anos que morreu Luiz Pacheco. A Dom Quixote publicou há pouco dois livros num só volume: Luiz Pacheco - 1925-2008 - Um Homem Dividido Vale Por Dois e Contraponto-Bibliografia. A editora reuniu textos inéditos do autor, trocas de correspondência, vários depoimentos e testemunhos sobre o editor da Contraponto, o libertino e inconformista por excelência das letras portuguesas.
E a melhor forma de recordá-lo é relembrar o insólito caso da tradução do Dicionário Filosófico de Voltaire.
E a melhor forma de recordá-lo é relembrar o insólito caso da tradução do Dicionário Filosófico de Voltaire.
terça-feira, 22 de Dezembro de 2009
Julgar um livro pela capa
domingo, 20 de Dezembro de 2009
Ian is back?
Depois de ouvir o álbum de estreia dos Beak>, resta perguntar se Ian Curtis ressuscitou e resolveu dar uma ajudinha ao projecto paralelo de Geoff Barrow dos Portishead.
Fãs de Neu e Can não vão ficar desiludidos e fanáticos desse género musical que em português dava pelo lindo nome de rock couve-flor também não.
Fãs de Neu e Can não vão ficar desiludidos e fanáticos desse género musical que em português dava pelo lindo nome de rock couve-flor também não.
terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
sábado, 5 de Dezembro de 2009
Don't «past» on this one!
A sétima temporada de Curb Your Enthusiasm é o que me tem ocupado os dias e impedido de actualizar decentemente este blogue. Além do curso de ponto cruz... mas isso não é para aqui chamado. Esta temporada não só é de chorar a rir como reúne o elenco de Seinfeld e vos dá um excelente item para juntar à vossa lista mental de insultos estranhos. A não perder, you swan killers!
(Dica útil: cliquem novamente no 'play' depois da PUB para verem na íntegra o episódio «Black Swan».)
sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009
Coconut Records
Ou seja, a banda de Jason Schwartzman. Na lavandaria achamos que este vídeo é um verdadeiro chá de tília para a alma, ainda que nos perguntemos onde raio anda o resto da banda. Cuteness level: Defcon 1 (ex aequo com uma Juno).
E por fim cá fica o trailer da série Bored to Death, «a noir-otic comedy», da HBO.
Ora, não tem importância...
... é o que se me apraz escrever por ter sabido que os direitos de certo livro já foram comprados por uma editora portuguesa que não aquela que me paga o salário no fim do mês. A primeira edição de Light Boxes, de Shane Jones, pacato agricultor do Missouri, só esgotou cinco meses após a publicação e o livro converteu-se num insignificante fenómeno de vendas de uma editora especializada em livros de jardinagem.
Inexplicavelmente, a Penguin vai reeditar o livro em Maio com nova capa (ainda que a original fosse ligeiramente interessante). Vá-se lá saber porquê mas os direitos cinematográficos foram comprados por um tal Spike Jonze, obscuro cineasta que reconheceu na obra uma excepcional qualidade literária, embora estivesse provavelmente sob o efeito de LSD. Talvez a edição portuguesa seja em breve encontrada a preços de saldo numa pequena banca da feira do livro do mercado da Ribeira e folheada por um ou outro sexagenário que se desloque ao recinto para o bailarico em noites de sexta-feira. E agora, caros leitores, se me dão licença vou ali ler dois livros de auto-ajuda cujos autores estão a um passo do Nobel.
(Cá ficam as capas desinteressantes.)

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
O que me fez ganhar o dia
Saber que o primoroso documentário Synth Britannia, transmitido pela BBC 4 a 16 de Outubro, já pode ser visto online.
Cá fica a sinopse da BBC:
«In the late Seventies small pockets of electronic artists such as The Human League, Cabaret Voltaire and Throbbing Gristle were inspired by Kraftwerk and J G Ballard to dream of the sound of the future against the backdrop of bleak, high-rise Britain. Gary Numan's 1979 appearance on Top Of The Pops heralded the invention of synthpop, which would provide the soundtrack as Britain entered a new, ruthless era in the Eighties. Depeche Mode, four lads from Basildon, came to embody the new sound, while post-punk bands such as Ultravox, Soft Cell, Orchestral Manoeuvres In The Dark and Yazoo took the synth from the pages of the NME and onto the front cover of Smash Hits. By 1983 the Pet Shop Boys and New Order were pointing to where the future of electronic music lay – in dance. Contributors to Synth Britannia include Philip Oakey, Vince Clarke, Martin Gore, Bernard Sumner, Gary Numan and Neil Tennant.»
O trailer:
A primeira parte:
(Da influência de Wendy Carlos e da banda sonora de Clockwork Orange ao primeiro concerto dos Kraftwerk em Liverpool, no mesmo dia que um concerto dos Beatles.)
Cá fica a sinopse da BBC:
«In the late Seventies small pockets of electronic artists such as The Human League, Cabaret Voltaire and Throbbing Gristle were inspired by Kraftwerk and J G Ballard to dream of the sound of the future against the backdrop of bleak, high-rise Britain. Gary Numan's 1979 appearance on Top Of The Pops heralded the invention of synthpop, which would provide the soundtrack as Britain entered a new, ruthless era in the Eighties. Depeche Mode, four lads from Basildon, came to embody the new sound, while post-punk bands such as Ultravox, Soft Cell, Orchestral Manoeuvres In The Dark and Yazoo took the synth from the pages of the NME and onto the front cover of Smash Hits. By 1983 the Pet Shop Boys and New Order were pointing to where the future of electronic music lay – in dance. Contributors to Synth Britannia include Philip Oakey, Vince Clarke, Martin Gore, Bernard Sumner, Gary Numan and Neil Tennant.»
O trailer:
A primeira parte:
(Da influência de Wendy Carlos e da banda sonora de Clockwork Orange ao primeiro concerto dos Kraftwerk em Liverpool, no mesmo dia que um concerto dos Beatles.)
E a quarta:
(Throbbing Gristle, Fad Gadget, Gary Numan no Top of the Pops)
segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Antes da queda do muro
Faz hoje vinte anos que caiu o muro de Berlim. Em jeito de singela homenagem, A Minha Linda Lavandaria recorda todos aqueles que tentaram derrubá-lo com aríetes, sobrevoaram o muro em balão, coseram uniformes falsos, se lembraram de pôr bolas de borracha na suspensão dos carros para a 'carga' escondida não fosse denunciada e se esconderam em móveis, malas de carros e pranchas de windsurf.
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
domingo, 1 de Novembro de 2009
sexta-feira, 23 de Outubro de 2009
A Minha Linda Lavandaria aconselha...
Absurdistan
by azmovies
Absurdistan (2008), de Veit Helmer, o realizador de Tuvalu. E também uma visita ao primoroso site do filme.
quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
Where the Wild Things Are - a banda sonora


Confirma-se o palpite. Where the Wild Things are tem uma banda sonora monstruosamente boa. Karen O, a vocalista dos Yeah Yeah Yeahs, chamou os seus colegas de banda Brian Chase e Nick Zinner, Dean Fertita e Jack Lawrence dos Raconteurs (e por acaso também dos Dead Weather, banda que ainda não perdoei por ter feito uma versão de Are Friends Electric, de Gary Numan, que me fez espécie mas não me fez perder a fé neste projecto paralelo de Jack White) e muitos outros e o resultado já pode ser ouvido na íntegra. Cá ficam as lindas capas do single e do álbum completo e as vozes das encantadoras crianças do coro infantil que eu não obrigava a comer sopa nem por nada deste mundo. É que isto de monstros é como as crianças... «there's one in all of us.» Venha o filme!
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